Santana não foi exonerado por criticar o aumento das passagens, mas pelo conjunto da obra. Ou: Rollemberg não será candidato à reeleição

Política

O vice-governador do DF, Renato Santana, estava por um triz no cargo de administrador de Vicente Pires. Suas críticas – algumas coerentes – sempre foram ácidas e implacáveis. O segundo homem do Buriti não deu colher de chá para o governo desde o início da gestão socialista.

O comportamento de Renato é o de candidato. Para isso, o vice tenta imprimir uma imagem de indignado contra as medidas impopulares do governo. Resumindo: o pessedista se joga para a torcida.

Não sabemos, por exemplo, se Renato acredita, de fato, em todas as críticas que faz ou se tudo não passa de uma estratégia política para se catapultar a candidato ao governo na próxima eleição.

Para o Buriti, o conjunto da obra derrubou Santana do cargo de administrador. Para o PSD, o vice está sendo “um herói por peitar o exército palaciano”, disse um assessor do partido.

Entre heroísmo e medidas impopulares, talvez a única certeza que temos é a de que o governador Rodrigo Rollemberg não será candidato à reeleição. Por mais que acredite na tese criada por seu staff de que está sendo um estadista, o governador não tomaria medidas tão duras para sair candidato depois. Não seria só suicídio político, mas passar vexame em praça pública, dependendo da porcentagem de votos.

A aliança PSB/REDE está em curso. Aí, se conseguir melhorar um pouco a imagem de sua gestão, Rollemberg pode ser o vice de Marina Silva. O problema é que tudo indica que a situação do governador é irreversível, popularmente falando, e pescar peixe morto, Marina não quer.

Com informações do Blog do Fred Lima