Resultado das eleições 2016 para prefeito no Entorno é uma lição de que o eleitor abomina a arrogância

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O mesmo erro do técnico Luiz Felipe Scolari, antes da Copa de 2014, foi cometido por alguns candidatos a prefeito do Entorno do DF: o de dizer que já está com a mão na taça. Contar com a vitória antes da hora é um erro perigosíssimo, que pode ser fatal.

Na segunda década do século XXI, o eleitor não é mais tão bobo assim. Com o advento das redes sociais, dá para ter noção de como são os perfis dos candidatos nas fanpages. Até mesmo na região mais pobre do entorno, muitos eleitores têm acesso à internet.

Utilizar métodos do velho coronelismo, que repartia as prefeituras entre os aliados antes da eleição, não garante vitória. Tratar a imprensa que não o bajula com desdém, também é uma atitude caduca que lembra os tempos do carlismo na Bahia.

Do mesmo modo, quem muda de lado drasticamente não é perdoado. Políticos que pregam uma coisa antes da eleição e compõe com nomes que criticavam anteriormente, tornam-se alvos de críticas pesadas nas disputas.

Coerência política e humildade são fatores determinantes em um pleito eleitoral. No entorno, alguns nomes não foram eleitos por causa disso. Apareceram com rostos jovens, mas os conceitos eram os da velha política. Resultado: rejeição nas urnas.

Os tempos são outros. A população está decepcionada com o atual sistema político. Quem continuar flertando com ele, vai perder consecutivamente.

Com informações do Blog do Fred Lima