RESENHA: Webjornalismo: 7 caraterísticas que marcam a diferença – João Canavilhas

Tecnologia

O livro “Webjornalismo: 7 caraterísticas que marcam a diferença”, demonstra evidentemente o turbilhão de informações produzidas por não profissionais da comunicação. Que por meio das comodidades, facilidades e/ou acessibilidades oferecidas pelos meios digitais, replicam/compartilham informações por meio de fotos, vídeos, sons e textos de maneira nunca antes vista.

O autor e organizador de parte desta produção textual, o português João Canavilhas que relata o quanto as publicações online transformaram o modelo de jornalismo tradicional. Ressalta ainda que dentre as muitas alterações registradas, destaca-se o aparecimento de versões web dos meios tradicionais e que por consequência, este novo jornalismo ou jornalismo digital democratizou a informação de forma que todos somos produtores de conteúdo.

Esta quantidade infinita de informações disponíveis na rede, a facilidade e rapidez geradas por seu uso, praticamente obrigam as empresas a serem mais transparentes na web, deste modo é necessário tornar-se cada vez mais humanizado o relacionamento empresarial com o público.

O argentino Alejandro Rost enfafiza a participação do público nos processos de webjornalismo participativo seja relevante. Assim, entende-se que o webjornalismo participativo pode contribuir para o avanço da democracia, assumindo um papel complementar ao jornalismo profissional.

Rost ressalta que a interatividade é uma das características essenciais na web, ou seja, é um conceito ponte entre os leitores e utilizadores, pois permitem abordar esse espaço de relação entre ambas as partes e analisar as diferentes instâncias de seleção, intervenção e participação nos conteúdos do meio.

Os meios digitais intensificam o espaço socialmente produzido pela evolução. A relação social do homem contemporâneo vem se alterando com o advento das novas tecnologias.  No entanto, pessoas ou simplesmente internautas estão cada dia mais interligados por meio da web. Esta mudança direcionou os comunicadores à outra visão em relação à produção de conteúdo multimídia.  Digo que, Internet oferece um suporte descentralizado e aberto para a comunicação, transformando cada indivíduo em um produtor de conteúdo em potencial e favorecendo a cooperação.

A multimidialidade também foi colocada enfoque pelo autor espanhol Ramón Salaverrí, que define o conceito desta nomenclatura de acordo com a usabilidade da web e suas facetas multimidiáticas com uso de vídeos, hipertextos, hiperlinks, etc.

O autor Marcos Palacios, destaca o papel da memória digital no jornalismo e seu impacto nos modelos de negócio. Afirmo que este cenário de mudanças, também se aplica às instituições do Terceiro Setor que se aproveitaram destas novas ferramentas online para divulgar suas ações e conquistar parcerias, atingindo um universo geográfico ainda maior.

Hoje o que se observa é que o consumidor é influenciado por outro. Ao observar algo que não lhe agrada, o usuário expõe isso na web em forma de comentário, vídeo ou fotos, o que pode se transformar em uma crise de imagem para a companhia.

Um exemplo a ser citado são os comentários dos internautas adquirem tanta importância que é possível que os consumidores sejam influenciados na decisão de compra. Conclui-se que as intervenções do público tendem a se concentrar em aspectos jornalísticos e no debate dos fatos narrados, sendo, portanto na maioria das vezes pluralizantes.

Neste sentido, surgem projetos jornalísticos em que o público é convidado a interferir diretamente no processo noticioso, com ou sem a supervisão de jornalistas profissionais, até que a fronteira entre consumo e produção, como observa Paul Bradshaw, destaca a instantaneidade das publicações online e o vínculo do jornalismo com a web.

Bradshaw ressalta que as grandes empresas de comunicação estão se adequando a este novo modelo de informar. O acesso mobile é um grande exemplo disso. As pessoas não necessitam tem um desktop ou mesmo ter um notebook para ter acesso à internet para se informar. Hoje o acesso via celulares e tablets tomou conta de nossa cultura.

Para o alemão Mirko Lorenz, o importante não é o quanto publicar, mas o que publicar. Enfatiza que hoje, não é necessário se ter grandes equipamentos de impressão para distribuição de conteúdo e que para isso hoje, temos a web. Reforça ainda, sobre a importância dos nichos para informação na web.

Os nichos são as adaptações e ligações de links/hiperlinks em conteúdos publicados e a personalização do site. As informações disponíveis nas bases de dados podem ser personalizadas de segundo a escolha do leitor. É possível com esta personalização modificar o tamanho e a cor da fonte e em alguns casos a cor do site.

Vale lembrar que esta personalização também é citada pelo autor no que se refere à qualidade do que é produzido, como por exemplo, chamadas apelativas. Diz, ainda, que por meio desta qualidade podemos transformar as marcas dos meios de comunicação em centros de dados com informações inteiramente confiáveis.

Como citado anteriormente, as empresas medem o sucesso pelo nível de audiência. As redes sociais tem um papel muito grande em relação a este novo modelo de jornalismo. Com a grande explosão das redes sociais na internet, há um grande interesse das empresas em reforçar a função corporativa cliente – empresa, ganhar força e configurar a plataforma via web como uma boa solução para as empresas que começam ou tem que se reinventar.

Entretanto, a popularização da internet e o aumento do uso das redes sociais no Brasil, as empresas passaram a se preocupar não só com o que é transmitido pelos meios de comunicação tradicionais como rádio e TV, mas também com o que é divulgado na internet.

Hoje, há milhares de empresas fazem uso das redes sociais para divulgar seus produtos, sua marca e conhecer o perfil dos clientes e é através do gerenciamento desses dados que as empresas pensarão como e quando vão investir suas ações. Nas redes, existem constantes trocas de informações através da formação de comunidades, que são grupos formados por usuários com objetivos, ideias e discussões públicas em comum, tais como:posts de mensagens instantâneas, recados e imagens.

O norte americano John V. Pavlik, diz que a mídia mobile e a banda larga tem atingindo um universo geográfico maior. O autor ressalta a emergência do jornalismo cidadão através da web e cita que o momento vivido hoje está cada vez mais próximo da aldeia global de Marshall Mcluhan.

Notícias acontecem em toda parte. Com a mídia analógica era quase impossível o jornalista está em tantos lugares ao mesmo tempo. Porém, com o avanço tecnológico, a explosão da internet em ligação com as redes/mídias sociais surgiram novos braços para o jornalismo nesta era digital em que o cidadão com um Smartphone é um criador de conteúdo, a partir de postagens em redes sociais, como Facebook, Twitter e G+.