Pressão por cargo e reajuste pode adiar desfecho do impeachment

Política

A menos de uma semana da votação do relatório pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff pela comissão do impeachment do Senado, marcada para a próxima quinta-feira, o governo Temer passou a se preocupar com uma tentativa de ampliação do prazo para o processo ser levado ao plenário da Casa

A menos de uma semana da votação do relatório pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff pela comissão do impeachment do Senado, marcada para a próxima quinta-feira, o governo Temer passou a se preocupar com uma tentativa de ampliação do prazo para o processo ser levado ao plenário da Casa. Chegou ao Palácio do Planalto a informação de que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, estaria disposto a deixar a votação final só para meados de setembro, com o apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

A expectativa, até então, era a de votar o afastamento de Dilma entre os dias 24 e 27. Pela regra, a partir da pronúncia, que ocorrerá dia 9 de agosto, o processo precisa ser julgado pelos senadores a partir de dez dias, ou seja, de 20 de agosto.

Segundo um auxiliar palaciano, Lewandowski estaria descontente com a falta de apoio de Michel Temer ao reajuste dos salários dos ministros do STF. A proposta foi aprovada pelos deputados, mas está parada na CCJ do Senado.

A simpatia de Renan à ideia teria ocorrido porque o senador ficou irritado com o governo por ter vazado que indicaria para ministro do Turismo o deputado Marx Beltrão (PMDB-AL), levando a uma devassa nos processos contra o parlamentar.

O movimento de Renan e Lewandowski está sendo visto por integrantes do governo, por ora, como pressão política, mas entre senadores a avaliação é que a ideia de garantir a Dilma mais prazo tem poucas chances de se concretizar.

— Acho que os prazos regimentais e legais têm que ser rigorosamente cumpridos — disse o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE).

Fonte: Fato Online.