“População vai às ruas se governo insistir nesse caminho”, diz Caiado

Política
O líder do Democratas no Senado Federal Ronaldo Caiado (GO) disse nesta quinta-feira (09/02) que a população pode ir às ruas novamente em resposta ao cenário político. “Práticas do governo do PT estão sendo repetidas. O brasileiro não suporta mais corrupção, aumento de carga tributária e inchaço do Estado. O Brasil está atento a um governo que é provisório”, disse o senador durante palestra na sede da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em São Paulo.
Caiado ressaltou que a sociedade está de olho em todos os poderes. “A classe política está desgastada, contaminada, existe uma descrença com os governantes. Mas não há nenhum poder que possa apontar o dedo para o outro. Chegou a esse ponto de deterioração. É um processo de deterioração moral muito pior que a crise”, disse.
Presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção, destacou a importância da palestra e o trabalho de Ronaldo Caiado no Senado Federal. O setor de distribuição de veículos responde atualmente por 4,2% do PIB e gera 300 mil empregos. Entre as lideranças presentes, estava o ex-governador de SP Luiz Antônio Fleury Filho.
O senador disse ainda que São Paulo teve importância ímpar na organização da sociedade que pressionou o Congresso para o processo de impeachment.
Reformas
 
O senador Ronaldo Caiado afirmou durante a palestra que é preciso discutir as reformas da Previdência e Trabalhista. “A capacidade de viver mais é uma realidade. Previdência é uma coisa, assistência social é outra. Previdência você paga para receber. Queremos avançar nessa discussão até o final de 2017”, disse.
Sobre a reforma trabalhista, Caiado disse que existe um passivo enorme. E que com isso cresce a quantidade de empresas no Paraguai que pagam 1% de imposto sobre o bruto, sem poder comercializar internamente, mas sem amarras nem dificuldades a patrões e empregados. “Por que a obrigatoriedade de repassar um dia de trabalho a sindicatos? R$ 3 bilhões de movimentação e ninguém fiscaliza”, disse.