Para Jorge Cimas, presidente da Liga dos Blocos Tradicionais de Brasília, Edital publicado pela Secretaria de Cultura em novembro foi um equivoco

Brasília, Cultura

O Ano de 2018 se inicia e logo teremos as festividades carnavalescas, o maior evento da nossa Capital porém até o momento o que temos é a indefinição do governo em relação à realização do carnaval de rua do Distrito Federal.

Para o presidente da Liga dos Blocos Tradicionais de Brasília, Jorge Cimas, o Edital de Chamamento Público para Patrocínio, publicado pela Secretaria de Cultura em novembro do ano passado, foi um grande equivoco, pois transferiu a responsabilidade do Estado sobre serviços como atendimento médico, controle e sinalização de trânsito e também limpeza urbana, para os empresários. “O mais viável é que os empresários entrem com recursos diretamente aos blocos de Carnaval e esses façam as devidas destinações, para a contratação da estrutura”, afirma Cimas.

Ainda de acordo com o presidente Jorge Cimas, o Edital de N° 18/2017 não contemplava os interesses de publicidades das empresas e a ativação das logomarcas nos locais dos eventos. “A Secretaria de Cultura exige das empresas um investimento alto, porém na contrapartida não oferece um amplo espaço para publicidade, um exemplo disso são os blimps (balões infláveis) que não poderão ter a inserção da marca incentivadora”, destaca Jorge Cimas.

Este ano no Carnaval 2018 o próprio governo espera um público de aproximadamente 2,5 milhões de pessoas e as empresas veem na festa um potencial de promoção de marcas, porém com as exigências absurdas do edital de chamamento público para patrocínios, não há como despertar o interesse dos empresários.

Dados da Secretaria de Cultura mostram que 50 mil pessoas participaram da festa da Virada de Ano na Esplanada dos Ministérios e o gasto na festa foi de R$ 1.965.327,60. “O governo local não poupa investimentos em eventos com um número inferior de pessoas como o  réveillon”, porém demonstra um total desinteresse em investir em uma festa de grande proporção como é o carnaval de rua do DF, onde ele mesmo espera atingir um numero potencialmente maior de publico, sem um investimento que contemple as reais necessidades dos blocos, que são os realizadores desta festa, que traz divisas econômicas e culturais para a cidade, finaliza o presidente da Liga dos Blocos Tradicionais de Brasília.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Liga dos Blocos Tradicionais